No dicionário, Tautologia é definido como “1 Gram Vício de linguagem que consiste em
repetir o mesmo pensamento com palavras sinônimas. 2 Lóg Erro que apresenta, como progresso do pensamento, uma repetição
em termos diferentes.” (Fonte: Dicionário Michaelis).
Na filosofia
diz-se que um argumento é tautológico quando se explica por ele próprio, às
vezes redundante ou falaciosamente (fonte: Wikipedia).
Chamo a atenção para: “Erro que apresenta uma repetição em
termos diferentes” e “argumento que se explica por ele próprio”.
Grave isso e preste atenção.
Vou dar um exemplo de um argumento tautológico: “O mar é
azul, posto que, em sua essência possui como coloração predominante a
tonalidade azulada, que o torna, às vistas de quem o observa, uma imensidão de
cor azul”.
Parece bonito, não? Mas o que eu disse é que o Mar é azul,
porque é azul ! Ou seja, não disse nada, não justifiquei nada, não expliquei
nada.
Esse instrumento de retórica é muito usado na política e,
novamente, vem sendo muito usado na eleição presidencial deste ano.
Outro instrumento muito útil e usado nas campanhas políticas
é a “Vaguidade” (definição do dicionário Michaelis: “vagueza, acepção”).
Ou seja, discursos com conteúdo repleto de expressões linguísticas
vagas, mas que trazem forte, na sua vasta possibilidade semântica, conteúdo
emocional, que abocanha o eleitor médio, que sem ter repertório suficiente,
acaba sendo fisgado na sua emoção.
Estes dois instrumentos, a Tautologia e a Vaguidade, são
fortíssimos para convencer aqueles que, por não terem conhecimento suficiente,
não conseguem se aprofundar nas complexas questões dos assuntos macro e micro políticos.
Então, tais eleitores tendem a votar com a emoção: O mais
simpático, o que traz em sua fala valores que o pegam pelo lado emotivo (e
aqui, entram vários instrumentos populistas).
Vou fazer um discurso Vago e Tautológico, tentando
convencê-lo a votar em mim:
“- Vote em mim, pois
represento a verdadeira mudança ! Se eleito, me comprometo a realizar a uma
completa mudança de governo neste país, que necessita de mudança urgente.”
“- Necessitamos de instituições
mais honestas, pautadas pela ética e transparência na gestão pública. Para
isso, me comprometo a ter ao nosso lado, colaboradores que pautem sua conduta
nos mais altos valores da gerência administrativa de recursos públicos”.
“– Nós, brasileiros,
precisamos de maior qualidade na educação, na saúde e na segurança pública,
pois estamos cansados de tanta falta de qualidade e ineficiência das atuais políticas
públicas que envolvem estes três pilares de qualquer sociedade moderna. Para
isso, teremos em nosso futuro governo, uma educação pautada na qualificação dos
gestores e educadores, um plano de governo para a saúde que vise a maior especialização
dos profissionais médicos e gestores e, por fim, na segurança pública, um plano
qualificado de combate aos altos índices de criminalidade de assolam este país”
“- Vote em mim ! A
verdadeira mudança !”
Bonito, não ? Mas cadê
a proposta concreta ?
Pensem nisso ! Assistam os debates e busquem nos discursos dos
candidatos falas iguais à estas ! Vão encontrar de montão !
Então, a verdadeira missão é procurar as verdadeiras e
concretas propostas. Vejam quais dos candidatos trazem reais planos de governo,
reais propostas para alterar o status quo.
Se acharem em algum ou alguns deles, são nesses que devem pensar em votar.
Depois é só ver quais propostas concretas estão de acordo com
seus valores e seus ideais, para definir seu voto.
Não vote com o coração, vote com a razão !
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